As Luzes
Vejo pouco além das fronteiras próximas. Além das luzes há um vasto horizonte, ainda que imediatamente a frente, haja apenas o mesmo obstáculo a ser enfrentado para se alcançar o ponto mais alto. Saudades são sempre tão fortes quando se está próximo as raízes.
O passado drena e o futuro seduz com luzes e cores, mas sobretudo pela escuridão daquilo que não se consegue ver.
Menos
Um carro a menos, duas rodas a menos, explosões a menos. Liberdade a mais, vento no rosto, cheiros e gostos da cidade, seus barulhos seus ares, suas ruas.
De bicicleta é possível amar até mesmo São Paulo. A dureza das ruas, o concreto dos prédios tudo cede ao silêncio e a leveza do ciclista. Existe vida fora das vias expressas. Caminhos arborizados por entre as ruas internas dos bairros. A cidade deixa de ser uma soma de destinos com manobrista na porta, transfigura-se num todo que se soma. Decifrar labirintos urbanos só é possível quando se está livre e quando não importa só o destino.
Espaço Público
Calçadas, mesas de bar. A liberdade de interagir com transeuntes, a prerrogativa de iniciar conversas com quem ainda não se conhece. Viver na cidade é interagir com o que está vivo ao redor. Cercar-se de vida é a melhor maneira de garantir a si mesmo que estamos, somos e seremos.
O trânsito da calçada pode ser medido pelas arrancadas, amigos de 0-30 minutos. Ruas que se transfiguram de labirintos com placas em locais de bate-papo.
Assinar:
Comentários (Atom)
