Rumo

 

Rumo ao desconhecido. Faixas intermitentes no asfalto que corre rápido. O sol nasce no horizonte.
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Aglomerados

 


Foi inaugurada a árvores, a décima segunda consecutiva. Luzes, muitas luzes, quilômetros de fios, de luzes, toneladas de armações, fios, geradores e flutuadores...

Tudo desligado e só faz sentido os populares, ansiosos. Querem todos saber como vai ser a decoração desse ano. Programa quase gratuito numa cidade carente de opções de lazer para a família. Todo final de ano afluem para as margens da Lagoa, local que é lindo o ano todo.

Uma pena que tantos precisem de desculpas tão grandes para apreciar a própria cidade e suas maravilhas.
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As Luzes



Vejo pouco além das fronteiras próximas. Além das luzes há um vasto horizonte, ainda que imediatamente a frente, haja apenas o mesmo obstáculo a ser enfrentado para se alcançar o ponto mais alto. Saudades são sempre tão fortes quando se está próximo as raízes.

O passado drena e o futuro seduz com luzes e cores, mas sobretudo pela escuridão daquilo que não se consegue ver.
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É Possível Ser feliz no Dubai


Bye-Cycle, upload feito originalmente por CioccoLatina.

Menos

 


Um carro a menos, duas rodas a menos, explosões a menos. Liberdade a mais, vento no rosto, cheiros e gostos da cidade, seus barulhos seus ares, suas ruas.

De bicicleta é possível amar até mesmo São Paulo. A dureza das ruas, o concreto dos prédios tudo cede ao silêncio e a leveza do ciclista. Existe vida fora das vias expressas. Caminhos arborizados por entre as ruas internas dos bairros. A cidade deixa de ser uma soma de destinos com manobrista na porta, transfigura-se num todo que se soma. Decifrar labirintos urbanos só é possível quando se está livre e quando não importa só o destino.

Espaço Público

 


Calçadas, mesas de bar. A liberdade de interagir com transeuntes, a prerrogativa de iniciar conversas com quem ainda não se conhece. Viver na cidade é interagir com o que está vivo ao redor. Cercar-se de vida é a melhor maneira de garantir a si mesmo que estamos, somos e seremos.

O trânsito da calçada pode ser medido pelas arrancadas, amigos de 0-30 minutos. Ruas que se transfiguram de labirintos com placas em locais de bate-papo.

Silêncio e Asfalto

O silêncio, o asfalto. Árvores que buscam respirar enquanto abaixo, corre um Rio, ao lado mora gente. Desimportantes diante da imponência da engenharia. Rápidos seguiam os motorizados até que o túnel foi fechado. Pairou o silêncio, janelas se abriram, o sono tornou-se tranquilo.

São 190 mil motores em ação que fazem pulsar o concreto. Foram expulsos uns dias, chegou celere a paz, que não tardou e foi-se embora.

Noites e Solidão

O silêncio da noite com pistas úmidas, as luzes da cidade que dorme sem desligar-se. Pequenos prazeres de um ciclista noturno, sem isolamento tendo a companhia de roncos inconstantes de motores. Companhias insuspeitas, seres noturnos que buscam peixes, nuvens que encombrem símbolos.

Sair na noite é perder-se. Enxergar tudo com pouca clareza, não vislumbrar horizontes além daquele momento. Apreciar a companhia de si mesmo e seguir rumo ao refúgio seguro. Também na noite se constroem encontros, seja dos que giram suaves aos que vão aos trancos.

Prazeres, alivios. Companhias e solidão. Significados dados aos atos feitos e aos ensaiados. Palavras soltas na escuridão em busca de alívio para males que não se curam.

Solto na Urbe



Caminhando pelas ruas. Passos, pequenos pedaços. Emoções e o coração que bate um pouco mais forte na esquina, acelera subindo a ladeira. Relaxa.

Olhos nos olhos, chega o conforto. Não seriam necessárias mais palavras, mas formalmente não se pode abandoná-las. Findas as palpitações da distância, tudo flui. Não há futuro sem presente, não há paixão sem mistério. Não há glória sem medo.

Em dois piscar de olhos, o retorno. Saudades, esperanças... palavras que não explicam nada. Viajar é deixar para trás um pouco de si e trazer consigo pequenos pedaços. Por mais que não se queira.

Andar para o lado



Para onde olha o caranguejo?


Por vezes olhamos à frente e nossos pés nos põem para os lados. Noutras nos cremos parados e somos levados à frente. Não há visão que alcance por entre as décadas, nem ao menos capaz de ver adiante nas horas. Viver é crer piamente no incerto, mesmo sem querer.

Não há molde que nos defina, nem rotina que nos preencha. Somos o hoje, o agora e num mundo de três tempos agir é contemplar a todos ao mesmo tempo. Resta decidir apenas onde mirar os olhos. Nas dores do passado eternamente irresolvido, nos prazeres do presente imediato ou na busca de um futuro mais iluminado.

O caminho é claro. A pieguice cinematográfica comanda: "O que fazemos em vida, ecoa na eternidade". Somos hoje o retrato de nossas decisões ontem. O passar dos anos nos fazem mais brutos e deixam nosso corpo mais frágil. A cada dia somos brindados pela velocidade crescente e o espelho nos mostra mais lentos.


A roda há de girar, para frente ou para trás.

Nascer, crescer, multiplicar-se e morrer ou como Camus: "Resistir, Rebelar-se e Morrer". Para cada dia que a idade faz-me fraco ei de buscar a força que me faça crer que o que era ontem não é tão bom quanto hoje e o amanhã virá com novas conquistas.

Sob Névoa

A modernidade é líquida, não há contrato que nos una, nem norte que nos oriente. Ainda assim, há e haverá sempre horizontes que se apresentam. Viver é desenrolar-se sobre mudanças constantes.

Hoje não há mais emprego, temos trabalho. O amor só é eterno enquanto dura.

Nadamos pelo eterno presente, sem ver o fundo do lago que é o passado, nem tão pouco o céu onde se desenha o futuro. Não haverá messias que nos lance uma bóia, somos nós mesmos responsáveis por hoje, ontem e amanhã.

"A grande incerteza de todos os dados na guerra é uma dificuldade peculiar, pois toda ação deve, em certa medida, ser planejada na penumbra, a qual em adição freqüente - de um efeito de névoa ou luar - dá às coisas dimensões exageradas e aparência não-natural."
Carl von Clausewitz
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Compromisso


Não duvide que um dia te darei o céu, o meu amor junto com um anel
Quando a gente se casar
No cartório ou na igreja
Se você quiser
Se não quiser, tudo bem, meu bem


Imagens e palavras complementam-se. Viver certamente é uma arte audio-visual, mas não é só arte. Há a química e a física, muito de engenharia, além é claro da meta-física.

Não se pode gostar sem os cheiros e suas substâncias, não há amor que não precise do toque ou sobreviva à distãncia. Nem tão pouco relacionamento que viva sem ser contruido e reconstruido. Por fim, como nada é tão preciso quanto nos fazem crer os engenheiros, há o imponderável no tempo e espaço.

Tanto quanto é improvável ser feliz sozinho, é impossível se-lo mal acompanhado. Fazem falta músicas felizes, resta seguir pelos caminhos possíveis em busca dos prováveis amores, e vice-versa.

E se a noite acabar
E se os dias não durarem
E se seu caminho fraquejar
Por essa passagem de pedras

Foi apenas um momento
Esse tempo irá passar

Fim de Tarde

Novamente vejo a luz dourada. Entra sem convite.

Horas de sol são certamente responsáveis por nos fazer mais felizes. Assim como a solidão solar nos deixa tristes.

Respirar o vento, deliciar-se ao sol. De olhos bem abertos ou com as pálpebras cerradas, sentir-se parte da luz que nos transforma de química em vida.

O dourado segue sempre, some no horizonte, ao mesmo tempo que ressurge mais ao longe. Em todas as partes, tudo que é vivo espera sua vez. Por aqui, descansamos todos. Num breve sono, longe do sol.


É de Manhã

Certas músicas mesmo nunca ouvidas têm lugar na memória pelas palavras fortes.

Voltam da enebriante prisão da mente, demente.

Há um quê de enebriante em nunca estar ébrio, passar dias e noites sóbrio a espera do grande amor.

Pelas ruas da cidade não ouço cantar o galo e quase nunca esbarro em flores. Ainda assim:

(...)
É de manhã
Flor da madrugada, é de manhã
Vou ver minha flor
Vou pela estrada
E cada estrela é uma flor
Mas a flor amada
É mais que a madrugada
E foi por ela que o galo cocorocô
Que o galo cocorocô


De Manhã - Maria Bethânia (composta por Caetano Veloso)

Noturno

Desbravar a noite... sem ser soturno. Sentir o vento, ouvir motores esparsos. Seguir firme, empurrando os pedais.

Já posso voar, sigo a respirar e não esqueço. Volto sempre ao mesmo ponto de partida. Tal e qual um hamster?

Girar livre, indefinidamente. Solidão que não se dissipa não há resposta que sirva. Resta apenas viver na dúvida.

Músicas misturadas e as ligações são apenas imaginadas...

R.E.M. - Try Not To Breathe
I will try not to burden you
I can hold these inside. I will hold my breath
Until all these shivers subside,
Just look in my eyes


U2 - All I want is you
You say you want
Diamonds on a ring of gold
Your story to remain untold
Your love not to grow cold

All the promises we break
From the cradle to the grave
When all I want is you

Flanar na Chuva

Pequenos prazeres, pequenos delitos procurar o erro. Ou simplesmente refrescar-se na chuva sem tomar um banho propriamente dito. Caminhar por marquises, esquivar-se dos pingos mais grossos, saltar na busca de evitar poças maiores.

Flanar na chuva é uma arte. Aos poucos não há mais água, o corpo está levemente molhado e só importa o destino. Ser urbano é saber esquivar-se e procurar sempre um novo abrigo é estar nu, mesmo vestido. Pode haver uma guerra ao lado, mas o que importa ao caminhante é não se deixar encharcar.

Viver Urbano




Tornar grama o asfalto. Fazer de vagas para carros o seu espaço. Aprender a viver na selva sem tornar-se besta fera.

21 de setembro, International Park(ing) Day, ou apenas dia de "Vaga Viva".

Descalço



Há tanto dureza no mundo.

Encaro tudo de pés descalços.

Viver fluido.

Da aspereza do asfalto, nasce grama plástica.

Vida Gira

É a vida que gira, os pedais propelem. Um pouco se encaixa a cada dia.

Tudo sempre faz um pouco de sentido mas raramente é possível ter a paciência necessária para esperar uma resposta.

Não fosse o dinheiro que se transmuta em comida. Não fosse a comida que sustenta o amor. Não fosse o amor depender do outro. Seria tudo fácil demais. Até demais.

Ainda assim, desistir é sempre mais difícil e mesmo quem aceita não consegue ser capaz de se abaixar e deixar que tudo passe. Viver é ver o que se passa de cabeça erguida e mirar no horizonte. O sol gira, mas a montanha sempre estará lá, mesmo no escuro.

de Passagem



Um outro sábado e o sol se vai sem a lua.

A vida ao redor se assemelha a um parque. Lazer para o resto da cidade e passagem diária para os locais. Mesmo sabendo o caminho, por vezes, pode-se estar perdido e tão perto de casa.

Quisera estar a milhas de qualquer parte ou buscando encontros em uma nova cidade. Mas a vida é um eterno recomeço seja onde quer que se esteja.

Ouvindo Cat Stevens:
Another Saturday Night
Miles from Nowewhere

Amizade

Há saudade na dor que sinto. A vida se faz no presente, mas o passado é eterno e o futuro iminente. Faz falta não ter sido melhor quando deveria. Sozinho posso sentir o peso dos amigos medir seu valor na satisfação da simples companhia, nada de números.

Em família, só vejo números, anos que passam, filhos, netos, sobrinhos. Inevitável não sonhar com o futuro e não sentir dor pelo passado. Fazem falta domingos felizes, o amor fraterno e o lascivo. Fazem falta os altos e baixos.

Sinto saudades de viver o presente em nome do futuro, ver crescer o amor e fazer planos.

"(...) e é morrendo que se vive para a vida eterna."

Talvez seja assim também com os amores, na dor da perda que se eternizam, infinitos. Não há regra definitiva, nem talvez igual a sempre. Fazem falta certezas. Para todos, elas já se foram. Resta-nos um navegar incerto que nos conclama a decidir tudo de novo.

Já posso ver cada vez mais os erros. Anseio pelos acertos, mas não posso acertar sozinho. Por hora refugio meu amor nos amigos.

O Sol

A luz dourada veio visitar, e vem sempre. Há nela um comando, uma ordem clara para que eu saia.

- Vá sentir o vento! - Comanda.

Mesmo no fim, o sol de inverno se vai muito cedo, some atrás da montanha, deixa sua luz e aos poucos abre caminho para as estrelas. São poucas as que não se deixam ofuscar pelo brilho das luzes da cidade.

Haverá sempre outro dia, e do mar surgirá mais uma vez o sol. E não há tesouro que tenha valor sem alguém com quem reparti-lo. Cobrir-se de ouro e estar só é guerra sem vencedor.
On the mountain was a treasure buried deep beneath a stone
(...)
"With our brothers we will share
all the secrets of our mountain, all the riches buried there."
Original Caste - One tin soldier

Livre?



Não meço a distância, nem espero ser sempre o mesmo caminho.

Vou e volto, mas quem gira sempre igual são apenas as rodas. Cada dia que passa e não sou o mesmo, não fico mais moço, mas sinto forte a minha tenra juventude que se foi, sem no entanto deixar-me velho.

Anseio contruir meu futuro, mas sem saber onde está o cimento.

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Não há paz, apenas sol. (Nada Surf - Hyperspace)

Pela Noite


Certas músicas carregam pedaços de sentimentos alheios que servem ao que sentimos, mas nem sempre. Talvez melhor fosse estar num Boulevard de sonhos estilhaçados.

Há passos, memórias. Mas acima de tudo, paira um certo inexplicável conforto.

Saber-se só, sem sê-lo.

Nem sempre há trilha sonora para a vida. Há sentimentos que não se curam, nem tão pouco se explicam. Faltam músicas que possam conter ao mesmo tempo a alegria e a dúvida, a incerteza e o prazer de seguir sem saber o destino.



Meu tempo é quando?
Meu lugar é onde?

Frias são as pessoas que de há muito esqueceram como pode ser aconchegante a comunhão humana e quanto consolo, conforto, encorajamento e simples prazer se pode obter dividindo a própria sorte e esperanças com outros - "outros como eu" ou, mais precisamente, outros que são "como eu" exatamente por dividirem minha sorte, minhas misérias e sonhos e, mais ainda, por me preocupar com sua sorte, sua miséria e sonhos.

Zigmunt Bauman - "Em busca da Política"



Pelas Ruas



Para o que olham os passageiros?

Pela janela admiram o mundo lá fora e esperam a vida passar. Em meio a um trânsito que só anda e pára.

Mas não para todos.



Vou mais rápido de bicicleta, te espero lá.

Falar com Frutas


- Sou saboroso!

Assim falou o melão, falavam todos. Juntos em caixa.

Não basta mais ser amarelo, limpo e bem embalado, o melão quer falar sobre suas vantagens, sua personalidade única. Ele se diz saboroso, mas baseia-se na minha ignorância. O tecido que o envolve, a caixa e até mesmo sua cor não são garantia de sabor.

Quisera poder confiar nos melões, vê-los crescer em solo fértil e livre de agrotóxicos e outros poluentes. Por hora, tentam me seduzir com discursos e palavras vazias repetidas à exaustão.

Perder-se

O mundo continuou lá, mas foi a minha percepção que alçou vôo.
Lá, por um minuto, eu me perdi.
Voei sem asas, sem rodas. Não achei palavras, não havia mais música.
Tentei me recompor com medo da queda. O terror dos cortes e as lascas de pele que se vão e ainda assim continuamos os mesmos.
Felizmente passado e futuro são apenas uma nebulosa ficção.



Ouvindo Radiohead:
- Karma Police

- Stop Whispering

Equilibrar

Sem as mãos, pode-se abraçar o vento, ou apenas senti-lo passar. Quando se tem confiança no que se pode esperar, resta apenas abrir os braços, sentir o vôo. Pés nos pedais, as rodas que giram em silêncio. Flutuamos, sustentados apenas por borracha e ar.

Sempre à frente. Uma pedalada a menos e velocidade baixa demais, um corpo que cai.

Caminhar



Reflexões de um pedestre perdido:

Nada abafa os pensamentos, mas a música é capaz de ditar o ritmo, orientar reflexões. Enquanto pés e pernas, seguem inabaláveis rumo a um destino incerto e variável. A mente pesca os fragmentos da paisagem enquanto passeia pela memórias. Frases ditas e não ditas. Um beijo ou forte abraço.

O Rio continua lindo, mas nem sempre é bom estar apaixonado.

Dançar

Tudo pronto para a música, fazem faltam os casais para dançar. Os amores eternos, fraternos e os que só duram uma noite.

Chegarão logo tomarão a pista, cercados por admiradores solteiros e os de pernas cansadas. Aos que dançam, resta a intimidade veloz da dança, o calor dos corpos e o suor que escorre para se transformar em felicidade.

Pensamentos no Ar



As ondas eletromagnéticas estão por todos os lados. São as vezes capazes de nos fazer ler pensamentos. Um celular e um fone de ouvido com microfone acoplado.

Repetinamente a música pára e ao apertar um botão uma voz surge direto no cérebro. Não estou mais sozinho, troco pensamentos com meu interlocutor invisível. Agora é minha mente que navega nas ondas eletromagnéticas.

Será que não estou mais sozinho assim?

Vizinhos invisíveis


molly, upload feito originalmente por spinakee.

Partilham da nossa comida, estão sempre logo ao lado. Tem um domínio que desconhecemos sobre nossas casas e cidades. Andam solitários pelas sombras à noite.

Efetivamente, esses roedores são os companheiros mais inseparáveis dos humanos. Indício claro das origens do homem euro-asiático que domina hoje o mundo inteiro.

O que será dos ratos sem os homens. Que rumos devemos tomar para que dentro do ciclo de vida humana estejam inseridas outras espécies, não apenas vetores de doenças e animais domesticados.

Futuro Incerto


Along the trail, upload feito originalmente por lungstruck.

Sem a presença humana aos poucos o legado de concreto, aço e asfalto seria novamente conquistado pela vida. Espera-se ser possível uma convivência entre humanos e as demais formas de vida. A harmonia certamente é um caminho verde a ser trilhado.

Solidão


alone bicycle, upload feito originalmente por anhbdh.

Vazio,
Quisera não ser sozinho.

Uma certa dor que se ressente
Ciclica...

Aplacada?
Um mal que não se cura.

Num coração sozinho.

O ser, o estar, o sonhar
Todos juntos.

ENGARRAFAMENTO - 1954


ENGARRAFAMENTO - Centro - 1954, upload feito originalmente por CARIOCA DA GEMA.

Ah se eles apenas tivesse olhos pra ver...

Ouvidos para ouvir...

E um nariz para cheirar...

Um pulmão para respirar...

Planejariam mais verde, mais flores, mais gente.

Chegaremos lá, afinal, alguém tem que começar a ver antes dos outros... Ver que precisamos de menos carros, de menos pistas para os carros e de mais espaços agradáveis para as pessoas.

Por fim, Gilberto Freyre...

Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.

Lembrando Jorge da Capadócia:

(...)

Perseverança, ganhou do sórdido fingimento

E disso tudo nasceu o amor

(...)


Alma Ciclística

Tenho alma, mas não estou armado.
Flutuo acima do asfalto.
Giram as rodas em tênue equilíbrio.

Vencida a inércia a vontade é seguir, com ou sem rumo. Apenas em frente.

Mando lembranças ao meu amor, mas volto sempre só. Duas rodas movidas a pedal, livre e em silêncio em meio ao caos que faço parte, mesmo sem querer. Deveria ser diferente.

Até quando assim terá que ser?

Ouvindo:
The Killers - Smile like you mean it
Peter Schelling - Major Tom

Copacabana

Belos curvilineos desenhos fazem as pedras portuguesas.

Pena que soltem, pena que nelas tropecemos.

Ainda assim, que bom seria uma cidade curvilinea, tomada por largas calçadas e pedestres.

Rosa Urbana


urban rose, upload feito originalmente por naama.

"Mostra-me teu rosto
Fazei-me ouvir a tua voz
Põe estrelas em meus olhos
Músicas em meus ouvidos
Põe alegria em meu corpo
Junto com amor de você
Mulher, mulher"
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Jorge Ben Jor - Minha Teimosia é Uma Arma Pra Te Conquistar
Jorge Ben Jor

Bem me quer, mal me quer


Water drops in the sun light, upload feito originalmente por gfxmaster.

"O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar"
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Os Paralamas do Sucesso - Saber Amar
Herbert Vianna